Quando se está afim de um estágio/emprego a primeira coisa a se fazer é pegar suas informações pessoais, acadêmicas, profissionais e organizá-las da melhor forma para impressionar o contratante. Está ali a grande oportunidade de se vender para uma pessoa que muitas vezes nunca o viu e só sabe o seu nome porque alguém o lembrou segundos antes da entrevista.
Na área de tecnologia a coisa fica bem divertida. Já recebi material de tudo que é jeito (papel, e-mail, spam, telefone, recados em blog, cd-card/cd-rom, msn, link para txt na internet e poraí vai). Seja lá o formato, o grande objetivo é chamar a atenção e fazer com que o contratante lembre que você exista você pelo menos antes de tomar o café da noite antes de dormir.
Além das óbvias e conhecidas por todos, a grande diferença entre currículo e portfolio é que no primeiro você diz quem é e no segundo mostra quem realmente é. Apesar de parecer não é filosofia. O currículo contém todas aquelas informações sobre escolaridade, cursos, eventos e blábláblá. Só aparece as coisas bacanas que muitas vezes o cara tava no msn e não deu a devida importância, mas como ia ganhar mais uma linha no word, tava lá. No portfolio a banda toca diferente. Resume todo o talento somado as influências, conhecimento e teorias adquiridas na universidade ou na vida. É resultado do trabalho com prazos ferrados, preocupações em casa e na semana de prova, buscando a melhor solução possível para solucionar aquele projeto. Daí vem outra pergunta, é necessário fazer um portfolio mega-ultra-power? Pelo menos eu me contento até com um e-mail e alguns links, contanto que sejam bons.
Já vi pós-graduados - e até mestres - que tinham menos conhecimento que pessoas que profissionais que terminaram apenas o segundo grau mas tinham grande potencial. Para montar equipes não solicito sequer currículo, basta o portfolio, se for interessante aí, sim, o resto é balela e saber se o vale é A, B, C ou gasolina.
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O mercado de internet vive momento é de muito estudo, pouca mão-de-obra e principalmente de incertezas. A busca para desenvolver projetos segundo os padrões da W3C, otimizando-os, possibilitando a acessibilidade e facilitando a vida de acessos de celulares, etc.
A sensação que tenho é que ninguém sabe onde vai dar e que tudo é um processo de descoberta. Há grandes portais que estão investindo pesado nos padrões, conceitos de web 2.0 e otimização. O detalhe é que muitos sites estão se tornando tão simplistas nos layouts que aparentam estar mais preocupados com os concorrentes do que com seus usuários.
O layout tem a importância de transmitir sensações, emoções, idéias, organização (a.i.), conceito, além de ter como prioridade facilitar a vida do usuário. O que me preocupa é que cada vez vejo mais projetos sem layout, css e estruturas bem trabalhadas. Sites como o The New York Times são quase blocos de textos que o usuário precisa desvendar o conteúdo (uma verdadeira aventura). Recentemente um estudo informou que o Google ficou, pela primeira vez, atrás do Yahoo com uma perda de 4% de satisfação dos americanos, sendo um dos motivos a falta de mudanças no layout o que parece ser obsoleto (Fonte BBC Brasil). O Yahoo! optou por um layout simples e leve. O AOL (não sei o que foi aquilo) é mais um clone descarado? Alguém tem alguma informação se o Yahoo! o comprou?.
Nessa busca pelo novo (?) radicais organizam manifestações para condenar o flash à fogueira, provavelmente pularam o capítulo do livro que diz que pode ser acessível. Sou contra o radicalismo e acredito que ainda não encontramos o tom da coisa. Todos os esforços de um projeto deve buscar facilitar a vida do usuário, afinal sem ele não há audiência, publicidade, nem dinheiro. A verdade é que a conta dos teras de transferências que um portal deixa ou não de economizar não é da alçada dos usuários.
Nessa corrida, alguns estão dando a cara pra bater em busca da experiência perfeita (com a licença de Felipe Memória, hehehe) outros esperam sentados no que vai dar. Nesse contexto estarei no time da batalha, é longa, mas vai ser divertida.
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A sombra pode ser definida como: “uma região escura formada pela ausência parcial da luz, proporcionada pela existência de um obstáculo”. Em design, mais precisamente no Photoshop, há um recurso bastante conhecido (o Drop Shadow) que aplica uma sombra automática no objeto que estiver na layer. Esse efeito tem como padrão a cor preta e muitos designers a utilizam dessa forma.
Aí é onde começa a história... A cor da sombra está diretamente associada ao local onde ela está sendo refletida. Exemplificando: se um objeto está em cima de uma mesa marrom clara a sombra não será preta e sim marrom mais escuro. Outro item será a opacidade da sombra e o material do objeto, isto é, um objeto sólido, como um cubo, tem uma sombra mais acentuada que um copo de vidro.
É um detalhe simples, mas a cor da sombra será um item determinante para o resultado final ter um aspecto artificial ou real.
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Muitas pessoas ficaram surpresas ao ver nos noticiários esta semana a possibilidade do fim do Orkut ou a cobraça pelo serviço. A ferramenta que é o terror de muitos empresários e a felicidade de outros, vem sendo alvo de diversas críticas devido a falta de controle de comunidades e fóruns que fazem apologia a pedofilia, racismo, drogas, terrorismo, etc.
Segundo estatísticas divulgadas pelo site, dos 1.085.542 usuários, 50.94% são brasileiros. Em segundo lugar estão os americanos com 18,92% de participação. O que gerou insatisfação de muitos norte-americanos chegando até a ocorrer descriminação de alguns deles em comunidades e fóruns. Em contra partida os brasileiros foram presenteados com uma versão em português, sendo o 1º idioma estrangeiro no site.
O mesmo acontece com o Fotolog (www.fotolog.com), que teve sua quota de assinaturas (free) para brasileiros esgotada e por muito tempo impossibilitou a criação de fotoblogs oriundos do país.
O fato é que a extinção dessa espécie pode trazer conseqüências sociais graves, por incrível que pareça. O “Yorgut”, batizado carinhosamente por muitos brasileiros, e seus derivados são ferramentas sociais importantíssimas na inclusão digital. Eles incentivam o acesso de crianças, adolescentes, jovens e também de adultos.
Reflexo disso é o aumento constante de usuários brasileiros na internet. Atualmente cerca de 14,1 milhões brasileiros utilizaram a internet em suas residências no mês de março, um aumento de 6,5 % sobre o mês anterior de acordo com o Ibope/NetRatings. O Brasil também é o país de maior tempo de conexão com 19hs 24 min/mês.
A inclusão de pessoas na rede fortalece e dá credibilidade também ao mercado virtual. Amanhã os jovens serão gerentes administrativos migrando todo o banco de dados local de suas empresas multinacionais para web pois acreditam ser mais seguro.
Escrito em maio de 2006 para o blog e-meiu.
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Uma das questões mais polêmicas que assolam os desenvolvedores web é o fato de entregar ou não os códigos fontes dos projetos. Alguns disponibilizam, outros cobram um "extra", mas há os que não entregam nem com a polícia na porta (tsk, tsk,tsk). Muitos alegam que não estão sendo pago para entregar a "mina”, outros que os fontes são propriedade intelectual de quem desenvolveu (a propriedade é da Microsoft ou dos programadores da Microsoft?).
Acredito que é preciso ter uma visão imparcial, buscar desviar a atenção do nosso umbigo e nos colocarmos na situação do cliente. Sinceramente... você compraria um carro que seria obrigado a fazer revisão mensal apenas na concessionária que o vendeu, caso contrário iriam tomá-lo de você ou não o deixariam dirigir mais?
Os projetos web desenvolvidos em tecnologia como PHP, ASP, HTML, tem seus sources disponíveis ao cliente a todo o momento, porque não o flash? Seria justo um cliente insatisfeito cancelar uma conta e ser obrigado a desenvolver um novo projeto para poder realizar alterações?
Acredito que muitos profissionais utilizam dessa particularidade do flash para amarrar clientes. Não acredito que seja uma estratégia interessante para ambas as partes, pois o cliente sempre estará insatisfeito e “queimando” você porai (até porque existem dezenas de decompilers e copysigners que transformam tudo em .fla em segundos).
Um grande detalhe é que muitas vezes os produtores consideram-se "deuses da mitologia", esquecendo que na verdade o Hércules da história é o cliente e se, "Hércules" tem "Xena" porque iria procurar uma She-Ha?
O tema não tem certo ou errado, depende da característica de trabalho de cada produtora. "Tudo" é lícito contanto que esteja previsto em contrato. Afinal, se o cliente quiser comprar um carro onde apenas um mecânico poderá fazer revisão nele... paciência.
Escrito em 22 de março de 2006 para o blog e-meiu.
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